12.19.2009

12.12.2009

Para Resnais

Je voudrais avoir toute la mémoire du monde.

11.30.2009

Dentro de mim...

Entristece dentro de mim. Meu amor por você envelhece. Espera um sinal, que nunca vem, e se aborrece. Tanto fez para permanecer jovem e o tempo levou tudo. Um amor maduro, ainda desejoso de existir, resiste sem alimento. Mas aos poucos se cansa, perde a cor e o frescor. De súbito, o amor empalidece. Sinto que começo a me esquecer de você! Dentro de mim, meu amor desfalece e com ele minhas lembranças. Resta pouco mais que vestígios. O amor anuncia que vai morrer em breve. Eu tenho medo. E quando chegar o momento, ele não deixará rastros. Será como se nunca tivesse existido. E mesmo assim, nada mudou em você. Permaneço a escutar o seu silêncio...

Link: Trecho "Hiroshima Meu Amor" de Alain Resnais

11.29.2009

...!

A insustentabilíssima leveza grave suspensa, complexa e movente de ser mulher...
Atenção! Mulher em expansão!

11.21.2009

O que resta sou eu

Dois meses e duas semanas. Pensou que não seria mais a mesma. Pensou que ela fosse dois agora. E no entanto, fluiu para o seu repouso, chegou para o seu alívio: sensação de leveza após dias em tormento.

11.17.2009

"O Sono" de Courbet



O sono é grave depois do amor...

11.14.2009

Uma Piada de Palhaço

Que tola! A atriz foi ludibriada em cheio pelo farsante. Logo pelo Palhaço? Quanta ingenuidade! Ela que nem queria mais viver entregou o que restava do frágil coração, por algumas horas de ilusão, logo para quem. A quem mais daria também? Ao domador? Ao Mágico? Não, ao Palhaço, claro! É uma tipologia perigosa, mas irresistivelmente simpática e fascinante. Ele leva flores, apresenta uma vida saborosa - cheia de poesia, aventuras, cheiros da noite e borboletas no jardim. Constrói um verdadeiro circo para convencer a atriz de que o seu mundo é adorável, e de-repente, com a mesma intensidade e traquejo, some sem deixar rastros, sem jamais dizer adeus. (Piada mais sem graça, viu?)